Café da manhã com gestores de instituições hospitalares será realizado pela Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP) em 17 de dezembro
A decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de proibir a auditoria médica remota, estabelecida pela Resolução CFM 2.448, reacendeu debates sobre a organização da assistência, a relação entre equipes hospitalares e auditorias e os impactos operacionais para o setor de saúde suplementar. Para aprofundar essa discussão e apresentar um panorama para 2026, a Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP) realiza, no dia 17 de dezembro, o Café AHOSP – Saúde Suplementar, no IEP Dona Cica – São Cristóvão Saúde, em São Paulo, das 8h30 às 12h.
A inscrição para participação, gratuita, deve ser feita no link https://www.sympla.com.br/evento/cafe-ahosp-saude-suplementar/3239398.
A resolução determina que a auditoria médica, área que conta hoje com 438 profissionais registrados no País, é um ato privativo do médico, que deve se basear em ciência, diretrizes clínicas e protocolos terapêuticos, sempre respeitando a autonomia do médico assistente e o melhor interesse do paciente. O texto estabelece ainda que, em caso de divergência insuperável entre médico assistente e auditor, o auditor deve realizar exame presencial no paciente, ficando vedada a auditoria remota. Além disso, passa a ser obrigatória a fundamentação detalhada de qualquer divergência a partir da história clínica completa, proibindo o uso exclusivo de exames complementares como justificativa.
Diante desse novo contexto regulatório, a AHOSP propõe um debate amplo sobre ajustes, implicações e desafios. Segundo o presidente da entidade, Dr. Anis Mitri, o momento exige aprofundamento técnico e diálogo qualificado entre instituições.
“A Resolução 2.448 reorganiza práticas consolidadas e cria novos requisitos para médicos auditores e para a rotina hospitalar. É uma mudança importante, que exige compreensão, adaptação e troca entre todas as partes do sistema. Nosso objetivo é promover um espaço onde possamos analisar impactos e construir caminhos que garantam segurança assistencial e eficiência operacional”, afirma.
Para Mitri, o ano de 2026 será decisivo para a consolidação de novos modelos de cuidado e auditoria:
“Os hospitais e operadoras vão enfrentar um ciclo de transformações regulatórias, tecnológicas e econômicas. Precisamos discutir como essas mudanças convivem com a sustentabilidade do setor e com a qualidade assistencial. É isso que estamos colocando no centro do debate.”
8h30 às 9h00 — Credenciamento e Café de Boas-Vindas
9h00 às 9h15 — Abertura Institucional
Dr. Anis Ghattás Mitri Filho – Presidente da AHOSP
9h15 às 10h15 — Mesa de Debate: Impactos da Resolução CFM 2.448 e a Proibição da Auditoria Remota
Mediador: Dr. Edson Soares – Vice Presidente da AHOSP
Debatedores:
Dr. Cristiano Plate – Advogado especialista em Direito da Saúde, fundador do escritório Cristiano Plate & Advogados Associados
Dra. Sílvia Jaldin – Delegada Superintendente da Regional Metropolitana Norte do CREMESP
Dr. Ney Carter do Carmo Borges Junior – Gestor na Vivecor Saúde e Médico Auditor da FCMSCSP
10h15 às 10h30 — Espaço para Perguntas
10h30 às 11h30 — Saúde Suplementar 2026: Cenário Atual e Perspectivas
Palestrantes:
Dr. Marcos Paulo Novais – Diretor Executivo, Abramge
Dr. Valdir Ventura – CEO, Grupo São Cristóvão
11h30 às 11h45 — Espaço para Perguntas
11h45 às 12h00 — Encerramento